27/03/2019

ESTREIA DO FILME SOBRE RESISTÊNCIA PORTUÁRIA REÚNE MAIS DE 250 PESSOAS

Muita emoção e nostalgia marcaram a estreia do filme documentário “28 de Fevereiro – A Vitória de Resistência”, na noite de terça-feira (26), no Cine Roxy Gonzaga. A película de 20 minutos foi prestigiada por mais de 250 pessoas, divididas em duas sessões. O filme narra a Greve Geral e a paralisação na Cidade em resistência à demissão de 5.372 trabalhadores portuários, ocorrida em fevereiro de 1991. O público era formado por alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), docentes e direção da UME 28 de Fevereiro, vereadores, estivadores, sindicalistas, portuários aposentados e suas famílias e representantes de partidos políticos, além do público em geral.

A iniciativa de realizar o resgate histórico foi da vereadora Telma de Souza, então prefeita de Santos na ocasião da Greve Geral. À frente do Executivo Municipal em 1991, Telma decretou calamidade pública e, com apoio do Fórum da Cidade, sindicalistas, trabalhadores e comerciantes, mobilizou o Município até o Governo Collor readmitir os 5.372 portuários demitidos. A partir da reconquista dos postos de trabalho, 28 de fevereiro passou a ser o Dia da Resistência Portuária e se tornou nome da Escola de Ensino Fundamental inaugurada meses depois no bairro Saboó, tradicional reduto de portuários.

O filme prestou homenagens póstumas ao ex-presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos e Região (Sindestiva), Vanderlei José da Silva, representado por seu filho e atual presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira da Silva (o Nei da Estiva), e ao jornalista José Rodrigues, ex-assessor portuário da Prefeitura de Santos nos Governos Telma de Souza e David Capistrano.

Para Nei da Estiva, o resgate histórico é fundamental para que os mais jovens conheçam o que a Cidade conquistou para os trabalhadores. “Santos é o berço do sindicalismo no Brasil e já foi considerada a segunda Moscou, trazendo muitas conquistas para os trabalhadores do País. A Telma, como prefeita, fez não só um ato político ao decretar calamidade pública, mas colocou sua sensibilidade de mulher à frente da Cidade”, ressaltou.

Ao fim da apresentação, Telma salientou que este ano completa três décadas que assumiu como prefeita de Santos. “Os tempos mudaram, mas nossa indignação não pode mudar. Temos que ser mais elaborados na luta e resistência. Este é um pequeno documentário, mas muito forte e firme porque mostra a disposição daqueles trabalhadores e da Prefeitura. Hoje iniciamos uma série de momentos para fazermos a resistência do século XXI a este governo que não nos representa. A Previdência e os direitos estão sendo roubados e precisamos permanecer resistindo na luta. Ninguém salta a mão de ninguém”, salientou Telma.

O documentário será exibido em novas sessões e marca o início das comemorações de 30 anos do Governo Telma de Souza (1989/1992).

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