22/10/2004

Moradores do Jardim Santa Maria declaram que agora são Telma

Um grupo de moradores do Jardim Santa Maria, na Zona Noroeste, a maioria eleitores de Raul Christiano no primeiro turno das eleições em Santos, esteve reunido com Telma de Souza na noite de quinta-feira (21/10), no Comitê Central, para conhecer a política de moradia da candidata e declarar apoio à candidata neste segundo turno. "Estamos fazendo a opção pela cidade", disseram alguns moradores, acompanhados do presidente da Sociedade de Melhoramentos do bairro e do 5º Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Alcides Pereira da Fonseca, o Cidão, que disputou as eleições à Câmara Municipal pelo PSDB e agora está com Telma.Os moradores colocaram para Telma os problemas criados por uma ocupação de terra no bairro, há quase dois anos, em área de preservação ambiental por ser manancial, e que permanece até agora sem solução. Tendo ao seu lado a deputada estadual Maria Lúcia Prandi, a candidata explicou que a solução é a construção de moradias populares e a política para a Cohab terá que ser metropolitana: "Vamos chamar todos os municípios da Baixada para desenvolver um consórcio regional. Não dá mais para ter soluções individuais".Telma lembrou que Santos não tem mais estoque de terras e precisará construir em outros municípios, como São Vicente, que dispõem de áreas livres. Mas para não penalizar ainda mais o trabalhador de baixa renda, isolando-o em pontos mais distantes, será preciso implantar o bilhete único na região para o transporte coletivo. "Temos órgãos federais, como o BID, o Ministério das Cidades, que possuem linhas de financiamento para a moradia popular".A candidata enfatizou que nos últimos oito anos houve um desmonte das políticas sociais que implantou na cidade, apesar de o orçamento ter crescido de R$ 120 milhões (na sua época) para R$ 600 milhões (valor atual). "Não é preciso ser de esquerda ou de direita, só é preciso ter amor ao próximo. Queremos derrubar uma cultura de egoísmo, esperteza, que foi implantada nesta cidade".Os moradores queixaram-se do abandono a que a atual administração municipal relegou a Zona Noroeste. "Não temos qualquer diálogo com a Administração Regional, a Zona Noroeste não tem uma agência bancária, uma farmácia 24 horas, nada", lamentou um deles. Telma adiantou que retomará o sistema de orçamento participativo, criando fóruns populares para ouvir as pessoas. "Temos muito trabalho a fazer e não esperem que uma prefeita faça sozinha. Ai do governante que não ouvir o seu povo. A população tem que se organizar para construir a liberdade de ação. Podem confiar, não acertarei 100%, mas se vocês tiverem por perto a possibilidade de erro será pequena".

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