15/06/2020

PREFEITURA ATRASA ENTREGA DE UTIs NO HOSPITAL DA ZONA NOROESTE 

Anunciado pela Prefeitura de Santos como um dos equipamentos como referência para o atendimento aos pacientes de Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), o Complexo Hospitalar da Zona Noroeste não está sendo utilizado para este fim. Estava prevista a utilização de 12 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo que sete já estavam em fase de implantação, além de 33 de enfermaria.

Preocupada com a população da região, a vereadora Telma de Souza questiona o Governo Municipal sobre o assunto.

A Prefeitura anunciou a utilização do Complexo Hospitalar no Plano de Ampliação dos Leitos para atendimento de paciente de Covid-19. O equipamento, que passou por reforma este ano nos quartos da Maternidade Silvério Fontes, no primeiro andar, e Hospital Arthur Domingues Pinto, no primeiro andar, já deveria estar sendo utilizado pelos pacientes infectados durante a pandemia. 

Para a ex-prefeita de Santos, ter a garantia dos leitos de UTI e um hospital de campanha numa região populosa como a Zona Noroeste, como foi divulgado anteriormente pela Prefeitura, seria estratégico para o enfrentamento à doença. “Os milhares de moradores da Zona Noroeste continuam sem a retaguarda de UTI na região onde moram. É preocupante”, diz Telma.

Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, a vereadora apresentou requerimento cobrando explicações da Administração Municipal sobre o destino dos aparelhos necessários para implantação das UTIs. Há informações preliminares que eles teriam sido destinados para equipar o Hospital Vitória, instituição privada, localizada à Rua Monsenhor Paula Rodrigues, na Vila Belmiro, que está, provisoriamente, servindo ao Município como hospital de campanha para a Covid.

“Precisamos saber porque os sete leitos de UTI não foram implantados e disponibilizados, se há alguma relação entre este fato e a utilização do Hospital Vitória no atendimento à Covid e qual o motivo da Zona Noroeste ficar sem um hospital de campanha. Ter o Complexo Hospitalar como referência é fundamental para assegurar a saúde e a vida destas pessoas numa situação extrema”, salienta Telma.

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