26/05/2020

TELMA: "CORONAVÍRUS AUMENTARÁ DEMANDA POR SERVIÇO DE SAÚDE MENTAL E EXIGE PLANEJAMENTO DA PREFEITURA"

A vereadora defende ampliação dos serviços por conta dos efeitos psicológicos da pandemia e a contratação de mais profissionais

O distanciamento social e o isolamento são necessários para impedir a transmissão do novo coronavírus (Covid-19). Porém, com eles aumentam os casos de depressão, estresse, ansiedade e insegurança. Preocupada com os efeitos psicológicos da pandemia, a vereadora Telma de Souza cobra da Prefeitura de Santos a ampliação do atendimento em Saúde Mental, com a abertura dos equipamentos, atendimento domiciliar e telefônico/virtual, rodízio entre os atuais funcionários e a contratação de mais psicólogos e psiquiatras.

Presidente das comissões parlamentar de Saúde e de Direitos Humanos, a vereadora Telma de Souza defende a adoção das medidas, em especial, para as pessoas com transtornos psíquicos ou que possuem diagnóstico de sofrimento emocional e mental. Em segundo lugar, para a demanda que vem sendo criada por causa dos efeitos psicológicos do novo coronavírus.

A política de Saúde Mental, com a criação dos Centros de Apoio Psicossocial (Caps), foi implantada de forma pioneira no Município em 1989, quando Telma era prefeita de Santos, e se tornou referência internacional. Por isso, a presidente da Comissão de Saúde cobra a abertura dos Caps, atendimento domiciliar e telefônico/virtual para aqueles que estão reclusos e necessitam de consultas e prescrição de medicamentos. A parlamentar sugere o sistema de rodízio entre os funcionários, para que eles também possam se proteger da infecção e manter sua saúde mental.

“Vivemos um momento extremamente delicado e difícil. As pessoas estão sofrendo por este não podem ter o chamado ombro amigo porque a situação exige o distanciamento social e o isolamento. As relações se tornaram virtuais, para aqueles que possuem acesso à tecnologia.”, pontua a ex-prefeita.

Panorama
Médicos, enfermeiros e demais profissionais de Saúde, por estarem na linha de frente no combate ao coronavírus, podem ser os mais afetados. Pacientes vítimas de Covid-19, familiares de pessoas internadas ou que vieram a falecer com a doença, usuários dos Caps que passaram a não ser atendidos ilustram o cenário criado pela pandemia mundial. 

A rotina obrigatória do confinamento e a impossibilidade de praticar atividades culturais, esportivas, religiosas e de socialização de forma geral, alteraram as relações familiares, trabalhistas e estudantis e ampliaram o número de pessoas estressadas, ansiosas e depressivas. “Houve ainda aumento da violência doméstica e há a possibilidade de termos mais casos de suicídio e abusos sexuais. Cuidar das pessoas é necessário. E urgente”, apela Telma.

Paralelamente, muitos ficaram desempregados, tiveram redução salarial ou perderam a possibilidade de exercer seu trabalho informal. A miserabilidade e a pobreza aumentaram, assim como todos os tipos de pressões: econômicas, sociais e emocionais. “Todos estão sentindo os efeitos do coronavírus, mas a população mais vulnerável sofre ainda mais, porque passa fome”, salienta a presidente das comissões de Saúde e de Direitos Humanos.

FOTO: Isabela Ferrari/PMS

Leia também

TELMA COBRA CDHU E COHAB SOBRE REAJUSTE NO SÃO MANOEL

Ver mais

TELMA QUESTIONA MORTE DE MUNÍCIPE NA UPA APÓS DEZ ATENDIMENTOS 

Ver mais

TELMA COBRA VOTAÇÃO DE PROJETO QUE PROÍBE INCINERADORES DE LIXO EM SANTOS

Ver mais