01/04/2019

TELMA PROPÕE COMISSÃO DE INVESTIGAÇÃO PARA AS UPAS 

A vereadora vai colher assinaturas para propor a criação de uma Comissão de Inquérito para investigar os serviços prestados pelas Organizações Sociais (OSs) que administram as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Cidade

A vereadora Telma de Souza, presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Santos, iniciou, nesta segunda-feira (01), a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar mortes e suspeitas de negligências nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Central e da Zona Noroeste, administradas por Organizações Sociais (Oss). Para criar a CEI há a necessidade da assinatura de, pelo menos, sete vereadores.


Durante a sessão, Telma pontuou o caso do menino Arthur, que sofre de bronquite e, ao invés de ser encaminhado para tomar inalação, acabou recebendo a aplicação de uma injeção de benzetacil por engano. O motivo da confusão foi a troca de prontuários com uma criança homônima.Casos como estes têm se tornado comuns. É um absurdo! Estamos falando de uma criança que recebeu uma injeção de benzetacil sem necessidade. Tomei conhecimento do caso ao falar com os familiares, juntamente com o vereador Fabiano. Além disso, precisamos apurar as mortes e suspeitas de negligência que ocorreram nas UPAs Central e da Zona Noroeste”, ressalta a vereadora.

Telma propôs a criação da CEI para averiguar os serviços prestados pelas Organizações Sociais (Oss) que administram as duas Unidades no Município. .Desde que iniciaram seus atendimentos em Santos, as UPAs Central e da Zona Noroeste reúnem uma série de reclamações dos usuários. São críticas sobre demora de horas para consultas de emergência, diagnósticos imprecisos ou incompletos, falta de exames, supostos erros médicos e, em alguns casos, até mortes de pacientes, cujas famílias alegam negligência.

“Algo de muito estranho está acontecendo rotineiramente nas duas UPAs em funcionamento em Santos. Há uma sequência de fatos que indicam que não está havendo um cuidado especial com a saúde das pessoas. Além da espera pelo atendimento por longas horas, indefinições sobre alguns casos, insuficiência de médicos, o mais grave são as mortes. Com Saúde não se brinca, e não vamos permitir que as pessoas sofram sem atendimento adequado”, critica a ex-prefeita de Santos.


Embora tenham sido construídas pela Prefeitura de Santos, a gestão e o atendimento das UPAs são responsabilidade das suas respectivas OSs. Para Telma, este modelo de administração das unidades de saúde dificulta a fiscalização do atendimento, os controles públicos e social e a transparência. “As OSs têm que prestar serviços de qualidade, afinal recebem uma grande parte do orçamento municipal da Saúde. No entanto, a população não se sente retribuída com bom atendimento. Por isso, é fundamental que essas organizações expliquem à Câmara o que acontece nas UPAs”, afirma a vereadora.

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