29/06/2020

TELMA QUESTIONA MORTE DE MUNÍCIPE NA UPA APÓS DEZ ATENDIMENTOS 

A mulher procurou o equipamento público diversas vezes, mas não recebeu diagnóstico 
 
 
A vereadora Telma de Souza questionou o atendimento prestado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central a uma munícipe que faleceu no último dia 19 de junho. Após procurar o equipamento público por mais de dez vezes relatando dores profundas e não obter atendimento que investigasse sua enfermidade, a mulher veio a óbito na UPA. Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Santos, Telma apresentou requerimento para apurar o motivo do atendimento precário e a falta de diagnósticos.
 
A parlamentar pontua que a precarização com a saúde pública, sobretudo no atendimento de urgência e emergência, tem se agravado ainda mais com o sucateamento da gestão, entregue às Organizações Sociais (O.S.s). “O Governo Municipal destina o recurso para as OSs fazer a gestão das UPAs, mas como são feitos os procedimentos, o acolhimento, encaminhamentos, o tratamento humanizado? Quem acompanha? Nossa Cidade já foi referência internacional em Saúde e agora as pessoas estão morrendo por negligência, atendimento inadequado, descaso. É inadmissível!”, indigna-se a ex-prefeita de Santos.
 
No ano passado, a vereadora solicitou a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a gestão das Organizações Sociais nas UPAs, mas não obteve a quantidade de assinaturas suficientes dos vereadores para abertura da Comissão. Relatos como de casos similares ao desta mulher que perdeu a vida são comuns entre pessoas que passam pelos dois principais equipamentos de urgência e emergência da Cidade.
 
A munícipe C.M.S. havia se recuperado de uma trajetória em situação de rua e dependência química após se tornar mãe. A criança completou um ano no dia anterior ao falecimento. C.M.S. havia conseguido um endereço fixo e um emprego. Era atendida por profissionais do Consultório na Rua/ Unidade de Cuidado Porto de Santos e por uma rede formada por profissionais, professores e estudantes da PET Saúde, das universidades Unifesp e Unilus.
 
Diante de sua morte, Telma solicitou o prontuário completo da munícipe, questionou o motivo de não terem realizado exames para diagnosticar a situação da paciente e quais procedimentos foram realizados para apurar os fatos. 

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