17/02/2014

TELMA SE JUNTA A PROFESSORES DE ETECS E FATECS EM GREVE

A greve dos funcionários e professores das ETECs e FATECs começou forte em todo o estado nesta segunda-feira (17/2). A deputada estadual Telma de Souza (PT) se juntou aos grevistas no ato público que marcou o início da paralisação, defronte à sede da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, na Consolação, São Paulo.
 
Conforme já sinalizava o quadro de assembleias setoriais, a disposição da categoria para a luta é muito grande. A estimativa do Sindicato é que cerca de 80 unidades paralisaram no primeiro dia, entre elas as maiores e mais tradicionais, correspondendo a cerca de 40" dos trabalhadores do Centro Paula Souza. A expectativa é que o movimento se espalhe rapidamente pelas demais. Em toda a história do Sindicato, este é o início de greve com maior adesão da categoria.
 
Logo após o ato público em frente às Secretarias de Estado de Gestão e de Desenvolvimento, com representações de várias regiões, lançou a greve. Uma comissão de oito representantes foi recebida pelo secretário de Desenvolvimento, Rodrigo Garcia.
 
Garcia repetiu o que já havia sido divulgado pela Superintendência do Ceeteps, de que o governo está se “empenhando” para enviar o projeto de lei com a carreira para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) até o dia 28/2. Assim, segundo o secretário, os deputados teriam cerca de 30 dias para discuti-lo e aprová-lo antes de 5/4, data limite para votação, por conta do ano eleitoral.
 
Garcia ouviu duras críticas dos presentes, desde a quebra de compromisso do governo, que não honrou a promessa de aprovar o plano no ano passado, até as notícias de que itens importantes poderiam ser cortados.
 
O secretário revelou a existência de “visões diferentes” sobre o plano dentro do governo, com algumas secretarias questionando vários pontos do projeto inicial, negociado entre o Sindicato e o Ceeteps. A decisão final sobre estas divergências caberá à Comissão de Política Salarial, composta pelas secretarias da Fazenda, Planejamento e Casa Civil, onde o plano está neste momento.
 
A presidente do Sinteps, Silvia Elena de Lima, criticou a ausência de informações desde o final do ano passado. “Queremos saber exatamente como está o plano para poder reivindicar melhorias, seja no âmbito do governo, seja na Assembleia Legislativa”, disse.
 
Com informações do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps)

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